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  • Brasília (10/11/2016) – O Ibama participou na última segunda-feira (07/11) do 1º Seminário de Monitoramento Integrado com Radar Orbital 2016, em que foi discutido o uso de tecnologia que permite observar a superfície terrestre através das nuvens em períodos de clima fechado e de chuvas. A iniciativa faz parte do Projeto Amazônia SAR, realizado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), com apoio do Ibama e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    As informações obtidas pelo radar são enviadas ao Ibama e analisadas pela equipe de geoprocessamento, resultando em monitoramento com dados mais precisos para a fiscalização. O projeto é financiado pelo Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). "O Projeto Amazônia SAR permite ao Ibama chegar ainda mais rápido aos desmatamentos, principalmente na época de chuva. Esse financiamento veio em momento propício, justamente quando o Ibama aprovou seu projeto de apoio logístico à fiscalização (Profisc)”, disse o diretor de Proteção Ambiental, Luciano Evaristo.

    Área de vegetação amazônica suprimida. Imagens de satélite.          

    Área de vegetação amazônica suprimida. Imagens de satélite.

    O monitoramento da Amazônia em tempo real realizado pelo Inpe utiliza radar ótico e pode ser prejudicado pela presença de nuvens. O radar orbital do Projeto Amazônia SAR emite pulsos de rádio cujos ecos são recebidos e gravados para gerar imagens SAR. A tecnologia, que será utilizada para monitorar cerca de 950 mil quilômetros quadrados por mês, não depende da luz do sol e tem a vantagem de ultrapassar a barreira de nuvens, permitindo a detecção do desmatamento no período chuvoso, que se estende de outubro a abril. Os alertas emitidos serão utilizados pelo Ibama e pelos órgãos estaduais na fiscalização.

    Participaram do seminário como palestrantes do Ibama os coordenadores-gerais de Fiscalização Ambiental, Jair Schmitt, e de Monitoramento, George Porto, que abordou a metodologia de priorização dos polígonos de desmatamento na Amazônia com base em sua velocidade e persistência, detalhando a leitura das imagens de satélite. Schmitt destacou a importância de novas tecnologias para o combate ao desmatamento. "As medidas repressivas são fundamentais para coibir a prática criminosa do desmatamento e irão auxiliar as ações de fiscalização ambiental", disse Schmitt.

    Mais informações:

    Sipam - Projeto Amazônia SAR
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    (61) 3316-1015
    Fotos: Ascom Censipam

  • Brasília (17/03/2016) – O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (16) proposta do Ibama e do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) que aperfeiçoa regras para o transporte e a industrialização de madeira extraída legalmente. A principal novidade é a redução do índice de conversão de toras em madeira serrada (tábuas, pranchas, sarrafo, etc). O Coeficiente de Rendimento Volumétrico (CRV) define o limite de aproveitamento de cada tora. Esta informação serve de base para a emissão do Documento de Origem Florestal (DOF).

    O CRV hoje é de 45%. Ou seja, para cada metro cúbico de tora consumida nas serrarias, o sistema concede 0,45 m³ de madeira serrada na forma de crédito. O rendimento do processo de transformação da tora, porém, não passa de 35% na maioria das indústrias, gerando uma sobra de crédito nos sistemas de controle que movimenta um mercado ilegal estimado em R$ 500 milhões ao ano.

    Para chegar a essa conclusão, o Ibama revisou 60 estudos científicos, que abrangem cerca de 2,5 mil serrarias, em que a média do CRV obtido é de 34,9%. Também foram analisados os estudos e relatórios das Concessões Florestais geridas pelo SFB, que apresentam índice médio de 34,4%.

    A diferença entre o crédito de 45% e o rendimento real obtido nas serrarias torna possível o “esquentamento”, por ano, de 1,3 milhão de metros cúbicos, que correspondem a 30 mil caminhões carregados de toras ou 9 mil hectares de floresta derrubada. Empresas que não conseguem aproveitamento dentro do índice completam a cota com madeira originária de áreas desmatadas ilegalmente, fato comprovado em diversas operações de fiscalização do Ibama, como a “Onda Verde” e a “Gênesis”, que, só em 2015, embargaram 288 serrarias e impediram a exploração ilícita de 410 km² de florestas.

    A solução encontrada pelo Instituto foi propor uma alteração no texto da Resolução Conama 411/2009, que estabelece o CRV adotado no país. O índice que passa a valer é de 35%, com possibilidade de rendimento maior, condicionado à apresentação de estudos que comprovem a eficiência das instalações. “O trabalho da fiscalização vinha nos mostrando que os números das serrarias não refletem a realidade da emissão de autorizações. A resolução vigente ajudou a padronizar os índices, mas chegou o momento de atualizar os sistemas de controle”, disse o diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama, Paulo Fontes. “É uma medida de extrema importância para o combate ao desmatamento ilegal”, acrescentou o diretor do SFB, Raimundo Deusdará Filho.

    Foi estabelecido prazo de até 180 dias para que as empresas apresentem estudos de adequação ao novo índice, que entrará em vigência um ano após a publicação da resolução.

    A extração de madeira nativa só é considerada legal quando feita por meio de planos de manejo ou de autorizações previstas no código florestal.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (03/11/2016) - O Ibama e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram nesta quinta-feira (03/11), em cerimônia no Ministério do Meio Ambiente (MMA), contrato para aplicação de R$ 56,3 milhões do Fundo Amazônia em operações de combate ao desmatamento.

    O projeto vai garantir apoio logístico às ações de fiscalização ambiental nos próximos 15 meses. "O contrato do Fundo Amazônia será fundamental para garantir a eficácia da atuação do Ibama. Os helicópteros e veículos são muito importantes na logística de apoio à fiscalização", disse a presidente do Ibama, Suely Araújo.

    As atividades serão concentradas nas regiões que sofrem maior pressão de desmatamento, de acordo com alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Estão previstas 133 operações de fiscalização. As ações de monitoramento, controle e fiscalização foram determinantes para redução das taxas de desmatamento da Amazônia Legal de 27,7 mil km² em 2004 para 6,2 mil km² em 2015.

    “Essa assinatura é emblemática”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, referindo-se ao caráter logístico da destinação da verba. “Esses recursos vão servir como uma suplementação para garantirmos mais helicópteros, veículos e pessoas”. Segundo ele, o apoio do Fundo Amazônia auxiliará o Brasil a cumprir os compromissos assumidos no Acordo de Paris, em 2015. “Temos que fazer a transição para a economia de baixo carbono e, para isso, precisamos de recursos. O Brasil é um país em desenvolvimento que tem cumprido suas obrigações, diminuindo as emissões e assumindo compromissos ousados em comparação a outros países”.

    Histórico

    Gerido pelo BNDES, sob a coordenação do MMA, o Fundo Amazônia atua nos três eixos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm): monitoramento e controle ambiental; ordenamento fundiário e territorial; e fomento a atividades produtivas sustentáveis.

    Já foram captadas doações de R$ 2,5 bilhões dos governos da Noruega (maior financiador), da Alemanha (por meio do Banco de Desenvolvimento Alemão - KfW) e da Petrobras para aplicação em projetos de redução do desmatamento e desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal.

    Os doadores estrangeiros sinalizaram a intenção de realizar novos aportes, que somarão mais R$ 2,2 bilhões, e também devem autorizar a extensão do prazo para aplicação dos recursos por mais dez anos, de 2020 para 2030.

    O novo contrato de financiamento firmado com o Ibama compõe a carteira do Fundo que possui atualmente 85 projetos apoiados, no valor total de R$ 1,3 bilhão. Este é o segundo projeto do Ibama, que em 2014 contratou financiamento de R$ 14,7 milhões para o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo).

    Com informações do BNDES e do MMA.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Foto: Ibama

  • Brasília (17/08/2016) – O Ibama inaugurou uma nova versão do sistema eletrônico de Licença para Porte e Uso de Motosserra (LPU) com o objetivo de aumentar o controle dos registros. Agora, os usuários podem cancelar a LPU em caso de roubo/furto e perda, ou quando for comprovado dano/avaria e obsolescência. No primeiro caso é necessário inserir o Boletim de Ocorrência (BO) no sistema e, no segundo, laudo técnico que demonstre a inutilidade do equipamento.

    A transferência da LPU em caso de venda, doação ou morte do titular da licença foi simplificada. O usuário precisa preencher o formulário disponível no sistema e anexar o recibo, nota fiscal, termo de doação ou documento que comprove a transferência de propriedade do equipamento.

    Para ter acesso ao sistema, o usuário deve estar inscrito no Cadastro Técnico Federal (CTF), na categoria "Motosserras - Lei 7803/89 / Proprietário de Motosserra", e possuir certificado de regularidade válido.

    De acordo com o art. 82 do Decreto Federal de nº 6.514/2008, a prestação de informações falsas e enganosas ou omissão de informações para os sistemas oficiais de controle está sujeita a multa no valor de R$ 1.500,00 a R$ 1 milhão.

    Com as mudanças, o Ibama espera manter a base de dados da LPU sempre atualizada e garantir maior controle dos registros.

    A nova versão do sistema pode ser acessada pela página de serviços do Ibama.

    Mais informações:

    Licença para Porte e Uso de Motosserras

    Manual para cancelamento e transferência da LPU

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Cuiabá (31/03/2016) – A operação Sangue Verde, realizada pelo Ibama com o apoio da Força Nacional, resultou na aplicação de R$ 14,7 milhões em multas a invasores que extraíam madeira ilegalmente da Terra Indígena Manoki, em Brasnorte, a 580 km de Cuiabá.

    A partir de denúncia de índios da etnia Manoki, o Ibama iniciou levantamento por satélite de toda a região e de áreas previamente embargadas em ações realizadas em 2014 e 2015. Os primeiros alvos fiscalizados foram as fazendas Machadinho, Onça Parda, Elo Verde e Aprusma.

    ODesmatamentos fiscais identificaram casos de desmatamento ilegal, exploração seletiva de madeira e descumprimento de embargos, motivando a aplicação de R$ 14.741.968,00 em multas e novos embargos que somam 5.535 hectares. Foram apreendidos dois tratores, três motosserras e 290 m³ de madeira, o que equivale à carga de dez caminhões toreiros.

    Um trator encontrado em área de desmatamento ilegal, sem identificação e sem condições de remoção, foi destruído para evitar novos ilícitos. Uma arma foi apreendida e uma pessoa foi presa por porte ilegal.

    “Antes de qualquer transação de terras na região, orientamos que se consulte a Funai e a Sema para verificar os limites da Terra Indígena”, disse o gerente-executivo do Ibama em Juína, Evandro Selva.

    A Terra Indígena (TI) Manoki ocupa uma área de uma área de 206.455 hectares coberta de florestas a oeste do Rio do Sangue e a leste da TI Irantxe. A Manoki foi reconhecida oficialmente em 2002 e sua demarcação ocorreu em 2008. Agentes do Ibama continuam fiscalizando a região.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Fotos: Evandro Selva e Edilson Fagundes/Banco de Imagens do Ibama

  • Amazonas (15/03/2015) – Operação realizada pelo Ibama no Amazonas resultou no embargo de 115 hectares de área desmatada ilegalmente (equivalente a 115 campos de futebol) e em multas que totalizam cerca de um milhão de reais.

    Os fiscais apreenderam no Rio Uaicurapá 277 toras e três máquinas carregadeiras que eram transportadas em um barco empurrador e uma balsa. Os infratores não possuíam Documento de Origem Florestal (DOF). A investigação indica que a madeira, proveniente do município de Barreirinha, havia sido extraída da Terra Indígena (TI) Andirá-Marau e de territórios quilombolas. A carga seria levada para o município de Parintins, a 420 km de Manaus.

    A maior parte das áreas embargadas durante a Operação Muiraquitã fica no Assentamento Vila Amazônia. Também foram apreendidas três motosserras, dez metros cúbicos de madeira serrada e duas embarcações de pequeno porte, além de dez animais silvestres.

    Áreas de exploração mineral suspeitas de ilegalidade também serão alvo da operação, que teve apoio logístico da Fundação Nacional do Índio (Funai), da PM do Amazonas e da Secretaria de Meio Ambiente de Parintins. A TI Andirá-Marau fica na divisa dos estados do Amazonas e do Pará. Possui 788,5 mil hectares e é tradicionalmente ocupada por grupos da etnia Sateré-Mawé.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (09/10/2015) – O Ibama embargou as obras realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na BR-319, no trecho entre os quilômetros 250 e 655,7 (Humaitá-Manaus), após constatar irregularidades e graves danos ambientais. Foi emitido auto de infração no valor de R$ 7.510.500,00.

    A decisão foi baseada em relatório concluído em agosto pela superintendência do Ibama no Amazonas, que apontou a execução de obras sem licença ambiental adequada e as seguintes irregularidades: supressão de Área de Preservação Permanente (APP),

    estocagem de madeira sem licença, destinação irregular de efluentes, utilização de material de jazidas, intervenções em corpos hídricos, alargamento de pista, construção de bueiros, desvio de ponte danificada e alojamentos para trabalhadores sem condições mínimas de segurança e salubridade.

    A BR-319, que liga Porto Velho e Manaus, possui três trechos em obras. Para o trecho central, de 405,7 km, o Ibama emitiu em 2007 um Termo de Referência que solicitava a realização de Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima). Em 2009, após a devolução de dois estudos, uma terceira versão do Eia/Rima foi elaborada pelo Dnit. O documento, porém, não reuniu subsídios mínimos para verificar a viabilidade ambiental do empreendimento.

    Em 2014, o Dnit obteve junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) licença ambiental para realizar a manutenção e recuperação da rodovia. No entanto, foram constatadas obras de implantação e pavimentação em vistoria do Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama no Amazonas.

    O Ibama emitiu auto de infração e termo de embargo, cujas cópias serão encaminhadas aos ministérios públicos Federal e do Trabalho. A equipe de fiscalização permanecerá monitorando a rodovia para verificar o cumprimento da decisão.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Fotos: Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama

  • Porto Velho (05/04/2016) – Operação realizada pelo Ibama no município de Espigão do Oeste (RO), a 550 km de Porto Velho, resultou na aplicação de 26 autos de infração, que totalizam cerca de R$ 8 milhões em multas, e na apreensão de 8,5 mil metros cúbicos de madeira até o momento. O produto florestal apreendido seria suficiente para encher 470 caminhões toreiros.

    Fiscalização Ibama Resultado de trabalho de inteligência que identificou transações virtuais entre Planos de Manejo Florestal fraudulentos e 15 serrarias, a Operação Virtualis combate o comércio ilegal de madeira extraída principalmente das Terras Indígenas Sete de Setembro e Roosevelt.

    As investigações apontam estabelecimentos que movimentaram ilegalmente créditos no sistema do Documento de Origem Florestal (DOF) procedentes de Planos de Manejo Florestal de Rondônia ou de empresas madeireiras do Mato Grosso, com a intenção de “esquentar” madeira ilegal.

    “Além de causar danos ambientais incalculáveis, organizações criminosas que atuam no estado  enfraquecem o setor florestal, comercializando produtos sem origem legal, deixando de recolher impostos e competindo deslealmente com empreendimentos regulares. As fraudes serão combatidas pelo Ibama e encaminhadas à Polícia Federal e à Receita Federal para apuração nas esferas criminal e tributária”, disse o superintendente do Ibama em Rondônia, Renê Luiz de Oliveira.

    A Operação Virtualis, que já resultou no ajuste de pelo menos 15 mil metros cúbicos de madeira no DOF, prevenindo a exploração ilegal em cerca de 1000 hectares (1000 campos de futebol), continuará sendo realizada por prazo indeterminado.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Fotos: Renê Oliveira

  • Porto Velho (24/05/2016) - Operação de fiscalização ambiental coordenada pela Superintendência do Ibama em Rondônia, com o apoio de Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Polícia Federal, Batalhão de Polícia Militar Ambiental, Comando de Operações Especiais e Força Nacional de Segurança, desarticulou esquema de furto de madeira e exploração ilegal de minério na Floresta Nacional (Flona) do Jamari, a 100 km de Porto Velho (RO).

    Equipes que participaram da Operação Virtualis, realizada no início de abril, identificaram áreas com exploração ilegal de madeira que abastecem serrarias localizadas na cidade de Cujubim (RO). As madeireiras recebiam créditos virtuais de madeira resultantes de planos de manejo fraudulentos e de outras empresas, com o objetivo de legalizar madeira extraída de uma antiga área de concessão florestal no interior da Flona.

    Desmatamento IlegalApós ajustes em cerca de 20 mil metros cúbicos de madeira de saldos ilegais no sistema Documento de Origem Florestal (DOF), as equipes se dirigiram às áreas de exploração ilegal. O superintendente do Ibama em Rondônia, Renê Luiz de Oliveira, disse que o governo federal tem estimulado o aproveitamento sustentável dos recursos florestais por meio de concessões, que permitem extrair madeira de forma legal. Utilizando técnicas adequadas, é possível minimizar os impactos ambientais, gerar renda e promover pesquisas. A exploração ilegal da área contraria o objetivo da concessão florestal, trazendo danos ambientais e prejuízos financeiros.

    A operação também resultou na desativação de um grande garimpo de metais como cassiterita, columbita, tantalita e nióbio, considerados de grande valor e importância para setores ligados à tecnologia e à fabricação de estruturas aeroespaciais. Esses minérios, principalmente o nióbio, são exportados para países como a China, passando ilegalmente pela Bolívia ou sendo “esquentados” por empresas da região.

    Queima Foram destruídos quatro motores usados no garimpo, centenas de metros de mangueiras e outros equipamentos. Os agentes também apreenderam grande quantidade de minerais. "O objetivo é descapitalizar o infrator e interromper o dano ambiental. O garimpo causa um grande trauma, com danos incalculáveis principalmente para a flora e a ictiofauna, pois o pequeno rio foi transformado em um mar de lama”, disse o superintendente do Ibama.

    Ações de fiscalização ambiental e investigação continuarão sendo realizadas para impedir  a retomada de atividades criminosas e identificar os responsáveis, que serão acionados administrativa e judicialmente para reparar os danos causados.

     

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Fotos: Ibama

  • Brasília (24/08/2015) – Doze pessoas foram presas neste sábado (22/8) sob a acusação de fraudar o sistema de controle de comércio de produtos florestais. Os mandados de prisão foram cumpridos em Alagoas, no Maranhão e no Pará.

    Criminosos falsificaram identidades de superintendentes e servidores do Ibama para conseguir o certificado digital que é usado para acessar o Documento de Origem Florestal (DOF). Com a liberação de empresas que estavam suspensas por crimes ambientais, o grupo gerou créditos falsos para movimentar madeira ilegal.

    Foram geradas autorizações para cerca de 100 mil m³ de madeira. Desse total, 28 mil m³ chegaram a ser comercializados. “A quadrilha não conseguiu movimentar o sistema por muito tempo em função do monitoramento constante que é realizado”, disse o superintendente substituto do Ibama  no Pará, Alex Lacerda. Em três dias a invasão foi detectada, o que impediu a venda de cerca de 70 mil m³ de madeira ilegal.

    Os envolvidos apresentaram identidade falsa junto à empresa responsável pela chave de segurança usada para acessar o DOF. A chefe do Centro Nacional de Telemática do Ibama (CNT), Rosana Freitas, explicou que o acesso só foi possível em função de uma fraude na emissão do certificado digital. Ela esclarece que não houve invasão de computadores, roubo de senhas ou qualquer quebra de segurança no sistema. O que ocorreu foi o uso de certificados digitais fraudulentos, adquiridos com documentos pessoais falsos junto à autoridade certificadora em nome de três servidores do Ibama que possuíam privilégio gerencial no DOF.

    Os crimes são investigados pela Polícia Civil, com o apoio do Ibama.

    Assessoria de Comunicação/Ibama
    Foto: Assessoria de Comunicação/Ibama

  • Brasília (14/07/2016) – A Polícia Federal (PF) e o Ibama iniciaram nesta quinta-feira (14/07) a Operação Hymenaea com o objetivo de combater grupo criminoso ligado à extração e comercialização de grandes quantidades de madeira da Terra Indígena (TI) Caru e da Reserva Biológica (Rebio) do Gurupi, no Maranhão.

    A retirada ilegal de madeira das duas unidades de conservação chega a 120 mil metros cúbicos por ano, o equivalente a cerca de 30 mil árvores, segundo estimativa da movimentação nas serrarias do entorno. A operação é resultado de parceria com a PF no Maranhão, que desarticula mais uma quadrilha do crime organizado, tendo como resultado a redução da pressão sobre a floresta, diz o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo.

    Servidores da PF e do Ibama, com o apoio de três aeronaves e de explosivistas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Distrito Federal e do Rio de Janeiro, cumprem 77 medidas judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 10 de prisão temporária, 56 de busca e apreensão, além da suspensão da certificação de 44 empresas madeireiras nas cidades de São Luís, Imperatriz, Buriticupu, Açailância, Zé Doca, Alto Alegre do Pindaré, Bom Jardim, Governador Nunes Freire, todas no Maranhão. Mais quatro no Rio Grande do Norte (Tibau, Mossoró, Parnamirin e Natal) e uma no Ceará: Capuí. As serrarias e os equipamentos estão sendo destruídos no local. Segundo o coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral, uma ação mais enérgica, com a destruição das 21 serrarias, é a última e mais adequada medida, pois várias delas já haviam sido autuadas, embargadas e desmontadas, mas voltaram a funcionar.

    A organização criminosa atuava extraindo madeira ilegalmente das reservas, que era esquentada por meio de documentação fraudulenta. Um integrante da quadrilha era o responsável por emitir documentos destinados a microempresas laranjas cadastradas como construtoras em pequenas cidades no interior do Rio Grande do Norte, sendo que o real objetivo da manobra era desviar a madeira para receptadores em todo o Nordeste.

    A exploração ilegal causa danos ambientais nos últimos remanescentes da floresta amazônica na região nordestina. De acordo com a PF, o grupo teria movimentado pelo menos R$ 60 milhões. Segundo Roberto Cabral, a degradação ambiental causada pelos cortes torna as áreas mais sujeitas a incêndios florestais, como o que ocorreu em 2015 na TI Araribóia. “Outro dano silencioso é a morte de animais com a caça ilegal pelos infratores.”

    As autoridades sequestraram mais de R$ 12 milhões de diversas pessoas físicas e jurídicas, provenientes da lavagem do dinheiro auferido com a extração ilegal da madeira.

    Os investigados responderão por crimes como participação em organização criminosa, lavagem de capitais, roubo de bens apreendidos, obstar a fiscalização ambiental, desmatamento na Terra Indígena Caru, desmatamento na Reserva Biológica do Gurupi, receptação qualificada, ter em depósito produto de origem vegetal sem licença válida, corrupção ativa, tráfico de influência, dentre outros.

    A TI Caru é abrigo de tribos indígenas insoladas da etnia Awa. Essas tribos foram contatadas recentemente e ganharam distinção internacional como uma das últimas isoladas da região.

    A operação foi batizada de Hymenaea em referência ao gênero de uma das espécies (Jatobá – hymenaea courbaril) ilegalmente exploradas na Terra Indígena Caru e na Reserva Biológica do Gurupi.

    Operação Lignum

    Em março deste ano, em conjunto com a PF, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério Público Federal (MPF), o Ibama realizou a Operação Lignum (madeira em latim) para coibir o roubo de madeira de Terras Indígenas e Unidades de Conservação no Maranhão. A ação resultou na prisão de 11 pessoas e na desativação de 10 serrarias ilegais, localizadas no entorno das TIs Alto Turiaçu, Caru e Awá, além da Rebio do Gurupi.

    Íntegra da entrevista coletiva realizada na sede da PF de Imperatriz (MA)

    Mais informações:

    Fotos da operação

     

    Com informações da Divisão de Comunicação da Polícia Federal
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (23/02/2015) - Ezequiel Antônio Castanha, o maior grileiro da BR 163, foi preso pelo Ibama no último sábado (21), em Novo Progresso, no Pará. A ação contou com a participação da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança.

    A prisão preventiva foi decretada pela Justiça Federal de Itaituba por ação movida pelo Ministério Público do Pará.

    A prisão de Castanha coroa com êxito a Operação Castanheira, deflagrada pelo Ibama, Ministério Público Federal, Receita Federal e Polícia Federal, que desarticulou a maior quadrilha de grileiros que operava na região da BR 163, no estado do Pará, respondendo por 20% de todo o desmatamento da Amazônia.

    Segundo o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, que acompanhou a operação, a efetivação da prisão do grileiro Castanha é o maior marco representativo das ações de combate ao desmatamento no oeste do Pará. “A desarticulação desta quadrilha contribui significativamente para o controle do desmatamento na região”.

    Castanha vinha atuando na BR 163 invadindo terras da União, promovendo o desmatamento e comercializando ilegalmente as terras furtadas. Apenas o núcleo familiar do grileiro responde por quase R$ 47 milhões em multas junto ao Ibama, sem contar com os autos de infração em nome dos demais membros da quadrilha.

    O maior desmatador da Amazônia será julgado pela Justiça Federal e poderá receber pena de mais de 46 anos de prisão pelos diversos crimes cometidos, tais como desmatamento ilegal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos, além de outros.

    Ascom Ibama

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