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Mexilhão-dourado

Publicado: Quarta, 23 de Novembro de 2016, 16h14 | Última atualização em Terça, 02 de Julho de 2019, 14h56

 

  1. Sobre o mexilhão-dourado
  2. O mexilhão-dourado e você: saiba o que fazer para não dar carona a esse bicho
    2.1. Agricultores
    2.2. Usuários de embarcações de qualquer tamanho
    2.3. Pescadores
  3. Eventos
  4. Arquivos
  5. Artigos e publicações científicas
  6. Projetos
  7. Links úteis
  8. Legislação
  9. Mais informações

 

 


1. Sobre o mexilhão-dourado

 

O mexilhão-dourado é um molusco bivalve originário da Ásia. A espécie chegou à América do Sul provavelmente de modo acidental na água de lastro de navios cargueiros, tendo sido a Argentina o ponto de entrada. Do país vizinho chegou ao Brasil. Hoje a espécie já foi detectada em quase toda a região Sul e em vários pontos do Sudeste e Centro-Oeste.

Durante a fase larval, o mexilhão-dourado é levado livremente pela água ou por vetores (objetos que transportam a larva em sua superfície ou em seu interior)  até que termina se alojando em superfícies sólidas, onde se fixa e cresce formando grandes colônias.

Por ter uma grande capacidade de reprodução e dispersão, além de praticamente não ter predadores na fauna brasileira, o mexilhão se espalha com rapidez, e por isso a espécie é considerada invasora. Pelos danos que causam, as espécies exóticas invasoras são consideradas “poluição biológica”. Estudos mostram que as invasões biológicas são a segunda maior causa de extinção de espécies, atrás apenas da destruição de habitats.

Dentre os prejuízos causados pelo mexilhão-dourado podemos citar:

  • Destruição da vegetação aquática;
  • Ocupação do espaço e disputa por alimento com os moluscos nativos;
  • Prejuízos à pesca, já que a diminuição dos moluscos nativos diminui o alimento dos peixes;
  • Entupimento de canos e dutos de água, esgoto e irrigação;
  • Entupimento de sistemas de tomada de água para geração de energia elétrica, causando interrupções frequentes para limpeza e encarecendo a produção;
  • Prejuízos à navegação, com o comprometimento de boias,  trapiches, motores e de estruturas das embarcações. 

 

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2. O mexilhão-dourado e você: saiba o que fazer para não dar carona a esse bicho

 

A larva do mexilhão-dourado é muito pequena, e por isso invisível a olho nu. Ainda que ela possa nadar, a maior parte de seu deslocamento ocorre de modo passivo, quer dizer, ela é levada pelas correntes aquáticas, aderida em cascos, redes, conchas ou qualquer coisa molhada e até mesmo pela água do esgoto, podendo vir a contaminar locais que estavam livres do mexilhão.

Esta larva microscópica pode estar presente na água que você coleta e transporta mesmo sem perceber, como a que fica no sistema de refrigeração do motor do barco ou nos baldes de iscas vivas, podendo causar uma nova infestação, mais incômodo e prejuízo aos usuários dos recursos hídricos e à sociedade em geral.

A dispersão dos adultos é feita pelo seu transporte em cascos de embarcação, redes, conchas, galhos e outros objetos lançados ou presentes na água. Quando a concha está fechada, o mexilhão pode sobreviver bastante tempo fora da água.

Quase todas as atividades que envolvem a água de rios e lagos podem transportar esse mexilhão para outros locais, alguns ainda não contaminados. Depois que as colônias estão instaladas, é impossível erradicá-las com os recursos e os conhecimentos atuais. Por isso devemos evitar espalhar a contaminação. Como uma única larva microscópica pode contaminar um local, também é impossível que os órgãos públicos como a polícia e o Ibama fiscalizem a dispersão. Por isso é importante que todas as pessoas se esforcem para não dispersar mexilhões e informem seus amigos e conhecidos sobre este assunto.

 

2.1. Agricultores

 

Descarte a água de irrigação ou piscicultura no solo ou no mesmo corpo hídrico onde ela foi captada, de preferência acima do ponto de captação. Nunca descarte a água em outro rio, lago ou açude e nem na rede de esgoto. Isso vale também para a água de criatório de alevinos, tanques de reprodução ou qualquer água que não seja proveniente da rede de abastecimento de água tratada ou de poço artesiano. Se raspar incrustações de mexilhão-dourado de algum equipamento, enterre-as longe da água.

 

2.2. Usuários de embarcações de qualquer tamanho

 

  • Examine periodicamente seu barco e raspe as incrustações que encontrar, enterrando-as longe da água;
  • Retire a água acumulada no fundo do barco ou em outras partes do mesmo, descartando-a em terra firme;
  • Lave a embarcação com solução de água sanitária antes de colocá-lo em outras águas.

 

2.3. Pescadores

 

  • Se você pesca embarcado, tome os mesmos cuidados que os outros navegantes;
  • Descarte a água das iscas vivas em terra, longe de rios, lagos e esgotos;
  • Limpe os petrechos de pesca com solução de água sanitária caso vá usá-los em outro local.

 

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3. Eventos

 

3.1. I Simpósio Brasileiro de Espécies Exóticas Invasoras 

 

3.1.1. Apresentações

Título

Palestrante Instituição

Espécies Exóticas Invasoras

 

Sílvia R. Ziller Instituto Hórus/TNC

A ciência das invasões biológicas - O papel do Homem e sua história

Márcia Chame Fiocruz

Situação das espécies exóticas invasoras no país

Lídio Coradin DCBio/SBF/MMA

 -

Guy Preston Gisp/África do Sul

NZ Regulations for Exotic Plants

Charlie Low NZFRI

 -

Christina Whiteman Ufra

Efeitos da Fragmentação florestal Sobre o risco de epidemias causadas por espécies invasoras

Rafael Monteiro Veríssimo Fiocruz

Avaliação de risco Uma ferramenta para o gerenciamento da água de lastro

Andréa Junqueira IB/UFRJ

Introdução e impacto do mexilhão-dourado, Limnoperna fortunei, no Brasil

Flávio Fernandes IEAPM

Espécies exóticas invasoras no ambiente marinho brasileiro

Maria Célia Villac Unitau

Invasões biológicas em águas

Odete Rocha UFSCAR

Focos de Bactrocera Carambolae

Gilson Consenza Mapa

 -

Pat Bily TNC/Havaí/EUA
 - Nceba Ngcobo The Working for water Programma South Africa

Espécies invasoras exóticas e o setor produtivo agricola

Regina Vilarinho Cenargen/Embrapa

Legislação fitossanitária e espécies invasoras exóticas

Gutemberg Barone A. Nojosa Mapa

 -

Ligia Maria Cantarino Anvisa/MS

Making forestry compatible with conservation

Charlie Low NZFRI

Global invasive Species initiative & university of California, Davis

John M. Randall TNC/EUA

Economic impacts of biological invasions

Guy Preston Gisp/África do Su

 -

Cláudio Bock Cepta/Ibama

Impactos sócioeconômicos de invasões biológicas

Yara Novelli IO/USP

Espécies exóticas invasoras, legislação ambiental brasileira e o contexto internacional

André Jean Deberdt Ibama

Sistema de informação sobre espécies exóticas invasoras em nível global

Sílvia R. Ziller Instituto Hórus/TNC

Redes regionales de información sobre sspécies exóticas

Sérgio Zalba Univ. Del Sur/Argentina

Sistema de informação sobre espécies exóticas invasoras na América do Sul

Odilson Luis Ribeiro Mapa

 

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4. Arquivos

 

Data Item

Informações do item

2019

Plano Nacional de Prevenção,Controle e Monitoramento do Mexilhão-Dourado (Limnoperna fortunei) no Brasil

PDF - 4 MB

2013

Parecer Técnico Conjunto - Sema Ibama - Mexilhão Dourado

PDF - 132 MB
2013

Sentença da Ação Civil Pública - Mexilhão Dourado

PDF - 287 KB
2004

Plano de Ação Emergencial Mexilhão Dourado 2004

PDF - 2,03 MB
2007

Relatório Investigativo 01 Limnoperna SUPES RS

PDF - 2,24 MB
2007

Relatório Investigativo 02 Limnoperna SUPES RS

PDF - 7,44 MB
2004

Resumo Força Tarefa Nacional Mexilhão Dourado 2004

PDF - 5,71 MB
2004

Relatório Final Completo - Força Tarefa Nacional Mexilhão

PDF - 40,1 MB

 

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5. Artigos e publicações científicas

 

 

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6. Projetos

 

 

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7. Links úteis

 

 

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8. Legislação

Portaria Ibama nº 3.639/2018

Aprova o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) no Brasil - Plano Mexilhão-dourado

 

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9. Mais informações

 

Para saber mais sobre espécies exóticas invasoras, acesse o site do Instituto Hórus: http://www.institutohorus.org.br/

 

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