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Mexilhão-dourado

Publicado: Quarta, 23 de Novembro de 2016, 16h14 | Última atualização em Segunda, 19 de Dezembro de 2016, 18h25

O mexilhão-dourado é um molusco bivalve originário da Ásia. A espécie chegou à América do Sul provavelmente de modo acidental na água de lastro de navios cargueiros, tendo sido a Argentina o ponto de entrada. Do país vizinho chegou ao Brasil. Hoje a espécie já foi detectada em quase toda a região Sul e em vários pontos do Sudeste e Centro-Oeste.

Durante a fase larval, o mexilhão-dourado é levado livremente pela água ou por vetores (objetos que transportam a larva em sua superfície ou em seu interior)  até que termina se alojando em superfícies sólidas, onde se fixa e cresce formando grandes colônias.

Por ter uma grande capacidade de reprodução e dispersão, além de praticamente não ter predadores na fauna brasileira, o mexilhão se espalha com rapidez, e por isso a espécie é considerada invasora. Pelos danos que causam, as espécies exóticas invasoras são consideradas “poluição biológica”. Estudos mostram que as invasões biológicas são a segunda maior causa de extinção de espécies, atrás apenas da destruição de habitats.

Para saber mais sobre espécies exóticas invasoras, acesse o site do Instituto Hórus: http://www.institutohorus.org.br/

Dentre os prejuízos causados pelo mexilhão-dourado podemos citar:
- Destruição da vegetação aquática;
- Ocupação do espaço e disputa por alimento com os moluscos nativos;
- Prejuízos à pesca, já que a diminuição dos moluscos nativos diminui o alimento dos peixes;
- Entupimento de canos e dutos de água, esgoto e irrigação;
- Entupimento de sistemas de tomada de água para geração de energia elétrica, causando interrupções freqüentes para limpeza e encarecendo a produção;
- Prejuízos à navegação, com o comprometimento de boias,  trapiches, motores e de estruturas das embarcações. 

O mexilhão-dourado e você: saiba o que fazer para não dar carona a esse bicho

A larva do mexilhão-dourado é muito pequena, e por isso invisível a olho nu. Ainda que ela possa nadar, a maior parte de seu deslocamento ocorre de modo passivo, quer dizer, ela é levada pelas correntes aquáticas, aderida em cascos, redes, conchas ou qualquer coisa molhada e até mesmo pela água do esgoto, podendo vir a contaminar locais que estavam livres do mexilhão.

Esta larva microscópica pode estar presente na água que você coleta e transporta mesmo sem perceber, como a que fica no sistema de refrigeração do motor do barco ou nos baldes de iscas vivas, podendo causar uma nova infestação, mais incômodo e prejuízo aos usuários dos recursos hídricos e à sociedade em geral.

A dispersão dos adultos é feita pelo seu transporte em cascos de embarcação, redes, conchas, galhos e outros objetos lançados ou presentes na água. Quando a concha está fechada, o mexilhão pode sobreviver bastante tempo fora da água.

Quase todas as atividades que envolvem a água de rios e lagos podem transportar esse mexilhão para outros locais, alguns ainda não contaminados. Depois que as colônias estão instaladas, é impossível erradicá-las com os recursos e os conhecimentos atuais. Por isso devemos evitar espalhar a contaminação. Como uma única larva microscópica pode contaminar um local, também é impossível que os órgãos públicos como a polícia e o Ibama fiscalizem a dispersão. Por isso é importante que todas as pessoas se esforcem para não dispersar mexilhões e informem seus amigos e conhecidos sobre este assunto.

 

Agricultores

Descarte a água de irrigação ou piscicultura no solo ou no mesmo corpo hídrico onde ela foi captada, de preferência acima do ponto de captação. Nunca descarte a água em outro rio, lago ou açude e nem na rede de esgoto.

Isso vale também para a água de criatório de alevinos, tanques de reprodução ou qualquer água que não seja proveniente da rede de abastecimento de água tratada ou de poço artesiano. Se raspar incrustações de mexilhão-dourado de algum equipamento, enterre-as longe da água.

 

Usuários de embarcações de qualquer tamanho

Examine periodicamente seu barco e raspe as incrustações que encontrar, enterrando-as longe da água;
Retire a água acumulada no fundo do barco ou em outras partes do mesmo, descartando-a em terra firme;
Lave a embarcação com solução de água sanitária antes de colocá-lo em outras águas.

 

Pescadores

Se você pesca embarcado, tome os mesmos cuidados que os outros navegantes;
Descarte a água das iscas vivas em terra, longe de rios, lagos e esgotos;
Limpe os petrechos de pesca com solução de água sanitária caso vá usá-los em outro local.

  

Sentença da Ação Civil Pública - Mexilhão Dourado

Plano de Ação Emergencial Mexilhão Dourado 2004

Relatório Investigativo 01 Limnoperna SUPES RS

Relatório Investigativo 02 Limnoperna SUPES RS

Resumo Força Tarefa Nacional Mexilhão Dourado 2004

Relatório Final Completo - Força Tarefa Nacional Mexilhão

 

 

I Simpósio Brasileiro de Espécies Exóticas Invasoras

Título Palestrante Instituição

Espécies Exóticas Invasoras

 

Sílvia R. Ziller Instituto Hórus/TNC
A ciência das invasões biológicas - O papel do Homem e sua história Márcia Chame Fiocruz
Situação das espécies exóticas invasoras no pais Lídio Coradin DCBio/SBF/MMA
  Guy Preston Gisp/África do Sul
NZ Regulations for Exotic Plants Charlie Low NZFRI
  Christina Whiteman Ufra
Efeitos da Fragmentação florestal Sobre o risco de epidemias causadas por espécies invasoras Rafael Monteiro Veríssimo Fiocruz
Avaliação de risco Uma ferramenta para o gerenciamento da água de lastro Andréa Junqueira IB/UFRJ
Introdução e impacto do mexilhão-dourado, Limnoperna fortunei, no Brasil Flávio Fernandes IEAPM
Espécies exóticas invasoras no ambiente marinho brasileiro Maria Célia Villac Unitau
Invasões biológicas em águas Odete Rocha UFSCAR
Focos de Bactrocera Carambolae Gilson Consenza Mapa
  Pat Bily TNC/Havaí/EUA
  Nceba Ngcobo The Working for water Programma South Africa
Espécies invasoras exóticas e o setor produtivo agricola Regina Vilarinho Cenargen/Embrapa
Legislação fitossanitária e espécies invasoras exóticas Gutemberg Barone A. Nojosa Mapa
  Ligia Maria Cantarino Anvisa/MS
Making forestry compatible with conservation Charlie Low NZFRI
Global invasive Species initiative & university of California, Davis John M. Randall TNC/EUA
Economic impacts of biological invasions Guy Preston Gisp/África do Su
  Cláudio Bock Cepta/Ibama
Impactos sócioeconômicos de invasões biológicas Yara Novelli IO/USP
Espécies exóticas invasoras, legislação ambiental brasileira e o contexto internacional André Jean Deberdt Ibama
Sistema de informação sobre espécies exóticas invasoras em nível global Sílvia R. Ziller Instituto Hórus/TNC
Redes regionales de información sobre sspécies exóticas Sérgio Zalba Univ. Del Sur/Argentina
Sistema de informação sobre espécies exóticas invasoras na América do Sul Odilson Luis Ribeiro Mapa

 

Links úteis

MMA – Conabio
Câmara Técnica Permanente sobre Espécies Exóticas Invasoras - CTPEEI
http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=15&idConteudo=7434

CDB - Convenção sobre diversidade biológica
http://www.cbd.int/

MMA – Espécies exóticas
http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=174

Instituto Hórus de desenvolvimento e conservação ambiental
Apresenta ‘Características da invasão’ pelo Mexilhão-dourado, entre outras informações, em:
http://i3n.institutohorus.org.br/ver_especie_invasion.asp?id_especie=48
Referências bibliográficas em:
http://i3n.institutohorus.org.br/ver_especie_bibliografias.asp?id_especie=48
Base de dados de espécies exóticas invasoras do Brasil:
http://i3n.institutohorus.org.br

Eletrobras Furnas disponibiliza informações e links relacionados à espécie em:
http://www.furnas.com.br/meioambiente_mexilhao.asp

Materiais educativos
http://www.furnas.com.br/docs.asp?doc=arcs/pdf/omexilhaodourado.pdf
http://www.furnas.com.br/docs.asp?doc=arcs/pdf/carona.pdf
http://www.furnas.com.br/docs.asp?doc=arcs/pdf/monitoramento.pdf
http://www.furnas.com.br/docs.asp?doc=arcs/pdf/MexilhãoDouradoCartilha.pdf

 

Artigos e publicações científicas

MANSUR, Maria Cristina Dreher et al. Primeiros dados quali-quantitativos do mexilhão-dourado, Limnoperna fortunei (Dunker), no Delta do Jacuí, no Lago Guaíba e na Laguna dos Patos, Rio Grande do Sul, Brasil e alguns aspectos de sua invasão no novo ambiente. Rev. Bras. Zool. [online]. 2003, vol.20, n.1, pp. 75-84. ISSN 0101-8175.
http://www.scielo.br/pdf/rbzool/v20n1/v20n1a09.pdf

Delta do Jacuí, 2008:
http://www.biotemas.ufsc.br/volumes/pdf/volume221/pdf75a80.pdf

 

Projetos

Água de Lastro
http://www.mma.gov.br/estruturas/conabio/_arquivos/apresentao_gua_de_lastro.pdf
http://www.institutohorus.org.br/download/midia/agualastro_mma.htm

Baía de Antonina/Complexo Estuarino de Paranaguá/PR
http://www.ademadan.org.br/home/?pg=4_1
http://www.sbzoologia.org.br/evento.php?idevento=99

Eventos

http://xa.yimg.com/kq/groups/17568192/569350619/name/Resumos+-+1o.+Workshop+Invertebrados+L%C3%ADmnicos+Invasores+-+2010.pdf
http://www.agenciacosteira.org.br/


  

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