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Cinco são presos por caça e furto de madeira na Terra Indígena Apiaka-Kayabi (MT)

Publicado: Terça, 12 de Setembro de 2017, 16h55 | Última atualização em Terça, 31 de Outubro de 2017, 19h26
Agente ambiental inspeciona trator usado para extração ilegal de madeira na Terra Indígena Apiaka-Kayabi, em MT
Foto: Ibama
Foto: Ibama

Brasília (12/09/2017) – Operação de combate à exploração, ao transporte e à comercialização ilegal de madeira na Terra Indígena (TI) Apiaka-Kayabi, no município de Juara (MT), resultou na apreensão e inutilização de bens e equipamentos usados em infrações ambientais. Agentes ambientais federais também recolheram 25 kg de carne de animais silvestres, três armas de fogo e munições de diversos calibres. Cinco pessoas foram presas em flagrante e encaminhadas à Polícia Federal (PF) em Sinop (MT).

Além das infrações ambientais, os envolvidos serão denunciados ao Ministério Público Federal pelos crimes de associação criminosa, furto, porte ilegal de arma de fogo, caça e exploração ilegal de madeira.

Na terra indígena, agentes do Ibama encontraram grande quantidade de madeira em tora com indícios de corte recente. O material estava pronto para ser transportado. Técnicos do Ibama apuram os danos ambientais causados à região. Empresas madeireiras de Juara suspeitas de receptação, industrialização, lavagem de dinheiro e comércio da madeira ilegal também serão investigadas.

“Além de ampliar o desmatamento no estado, o furto de madeira coloca em risco a integridade física dos povos indígenas”, disse a superintendente do Ibama em Mato Grosso, Livia Martins.

Localizada no município de Jurara (MT), a TI Apiaká-Kayabi se estende por 109,2 mil hectares e é tradicionalmente ocupada por aproximadamente 800 indígenas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Índios isolados

Operação de combate à grilagem, ao desmatamento e à exploração ilegal de madeira realizada pelo Ibama e pela Fundação Nacional do Índio (Funai) na TI Piripkura resultou na apreensão de um trator, uma pá carregadeira, 1,3 mil litros de combustível e diversos equipamentos usados para a retirada de toras do local.

As madeireiras da região serão auditadas com o objetivo de apurar se houve receptação de toras extraídas ilegalmente da TI, como apontam as denúncias recebidas pelo Ibama.

A TI Piripkura está localizada nos municípios de Colniza e Rondolândia, em Mato Grosso. Com limites estabelecidos pela Portaria no 1.264, de 3 de outubro de 2012, seus 242.500 hectares abrigam índios isolados. Para protegê-los, a Funai proibiu o ingresso, a locomoção e a permanência de pessoas na área pela Portaria nº 785/PRES, de 30 de setembro de 2016. A norma teve sua validade prorrogada por 18 meses em fevereiro de 2017.

 

Assessoria de Comunicação do Ibama
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(61) 3316-1015

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